sexta-feira, 19 de março de 2010

saudades

parece que em algum momento, a burocracia passa a invadir as paixões.
de repente os ciúmes. e já não são mais suficientes algumas poucas horas de pensamento fixo e reincidente. e já há cobranças que a gente permite se fazer e fazer com o outro.
a partir daí, as saudades são o único registro de quando apaixonar-se era simplesmente perder-se, ter taquicardia, uma sensação de vermelhão no rosto e um friozinho correndo a barriga de cima a baixo!

domingo, 31 de janeiro de 2010

o coração..

o coração...
aaaahhh,
o coração...
o coração
resolvi deixar um marcapasso
que mantenha o compasso
de uma certa solidão.

sábado, 23 de janeiro de 2010

janeiro

janeiro é amarelo, pode crer
talvez até amarelo com rosa
então janeiro é uma manga
uma manga...
uma manga gelada
um picolé de manga de zezé batateiroo!!!!!

pronto. comecei.

bem, pra quem ainda não sabe (paciência...)
o picolé de zé batateiro é aquele que fica no meio da minha cidade
a gente quando era criança, sabendo do desgosto do rapaz por ser chamado de batateiro,
chegava bem pertinho dele e gritava:
zezé batateirooooo!!!!
e corria a gargalhar!
desde lá nunca entendi o motivo de o rapaz ficar chateado
claro que batata não é uma iguaria tobiense, como o picolé de zé batateiro,
mas não entendia a relação hierárquica que podia haver entre a batata e as outras comidas todas que a natureza nos oferecia (tirando a beterraba, é claro)
coisa de menino. e menina!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

mauricio pereira

sou recipiente, não tenho forma:
EU SOU A AREIA DO FUNDO DO MAR!

domingo, 15 de novembro de 2009

sobre a dor

e aquele pedacinho, que era meu, saiu.
saiu pra que eu pudesse contemplá-lo, é bem certo.
lembrar como e por que participei do enxertamento...
mas dói.
dói a dor da casca que se arranca da gente.
a casca que já não nos cabia, também é muito certo.
e tem aquelas casquinhas, que a gente nem se lembrava:
tem pericárdio...

sobre gestalts

eram três.
e andavam juntas, como se uma grande nuvem que encobre toda a notícia que se tem do que se vê. a vontade mesmo, no começo da descoberta, era juntar umas duas.
do quarto até o computador, entretanto, decidi não economizar.
gestalts sempre têm a ver com amor.
que se sente.
que se não sente.
que se dá.
que não se recebe.
hoje descobri que gestalt pode também estar disfarçada de ódio e de rancor.
elas vêm assim, muitas vezes: com disfarces.
e eu, sempre sem saber encontrar medidas para amar, como uma criança excitada com as coisas novas no mundo...

domingo, 11 de outubro de 2009

viver-vida-selvagem

E nesta de viver-vida-selvagem,
sentindo os cheiros, as cores, os calores
e os não sei mais o quê de cada encontros,
deparo-me contigo.
Com você que se mostra egóico até nem sei onde.
Que se mostra em fuga para a solidão.
Que aparece destemido ao ponto de falar.
Falar ao espelho cheio de conectividade.
Mover-se.
E parar-se.
Você que parece revestido do manto sagrado da sabedoria e mostra-se ao mesmo tempo frágil até sucumbir à tristeza...logo esta, que se completa harmonicamente com a alegria, com o contentamento...
E nesta de viver mais perto das janelas e labirintos e florestas dos mistérios, encontrei você.
Um tanto de mim.